sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cheiro intenso


Era manhã. O sol recém-nascido, levantava-se lentamente, espreguiçando-se.

A brisa acompanhada do cheiro intenso a café, envolvia-nos maternalmente nos seus braços e transportava-nos para tempos remotos, em que tudo era perfeito e se podia apreciar os momentos de tranquilidade.
Nós saímos de casa. Passámos pelo jardim até chegar à saída e sentimos o aroma das rosas. O perfume era suave, fresco e tranquilizante. Aquele era o jardim que eu sempre me refugiava quando precisava de me sentir protegida. Era o ar puro que me embalava na sua brisa aromática, eram as folhas das árvores que me proporcionavam a sombra inquietante.
Os cheiros eram a alma daquela casa. A casa onde sempre vivi. Sempre me lembro de ter vários cheiros, mas havia apenas um que se distinguia, um cheiro já adotado, característico daquele lugar.
Ao longo do tempo o sol deixou de nascer e a sombra tornou-se maior. Os cheiros extinguiram-se. As rosas murcharam.
A alma da casa secou.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

I'ts over...

Não quero mais amizades destas, que só mantêm o fogo aceso enquanto a lenha está junta.

domingo, 21 de agosto de 2011

Porquê privarmo-nos de prazeres tão bons, se a vida é tão curta?     
                             

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Zero de inspiração

Não sei o que postar, não sei o que escrever, não tenho inspiração...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

É impressionante como, por vezes, há primeira impressão as pessoas não nos suscitam qualquer interesse, mas depois... tornam-se pedaços de nós...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Melodia cativante


Tão doce, a melodia, vagueava pela casa, em cada canto e recanto...abrilhantava os móveis, clareava os vidros, sossegava a alma e sobretudo penetrava profundamente no coração daqueles que a ouviam. Embalava a criança que existia em cada um daqueles que, com o passar do tempo, se esqueciam da verdadeira essência da vida, da alegria que é ouvir os pássaros cantar logo pela manhã... de apreciar cada dia com alegria e paixão. Daqueles que já não dão a mão, já não beijam perdidamente na rua, já não sentem o brilho nos olhos... aqueles que secam por dentro, tristemente.
E assim, com aquele piano, as janelas abriram-se e o vento entrou, fazendo suscitar em cada um, o que há muito  se tinha apagado.

Por vezes existem pessoas que entram em nós, como uma melodia cativante e se espalham no nosso sangue, nos viciam, nos fazem sentir e perceber a verdadeira razão da nossa existência...