terça-feira, 21 de junho de 2011

Melodia cativante


Tão doce, a melodia, vagueava pela casa, em cada canto e recanto...abrilhantava os móveis, clareava os vidros, sossegava a alma e sobretudo penetrava profundamente no coração daqueles que a ouviam. Embalava a criança que existia em cada um daqueles que, com o passar do tempo, se esqueciam da verdadeira essência da vida, da alegria que é ouvir os pássaros cantar logo pela manhã... de apreciar cada dia com alegria e paixão. Daqueles que já não dão a mão, já não beijam perdidamente na rua, já não sentem o brilho nos olhos... aqueles que secam por dentro, tristemente.
E assim, com aquele piano, as janelas abriram-se e o vento entrou, fazendo suscitar em cada um, o que há muito  se tinha apagado.

Por vezes existem pessoas que entram em nós, como uma melodia cativante e se espalham no nosso sangue, nos viciam, nos fazem sentir e perceber a verdadeira razão da nossa existência...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sonhei contigo esta noite...

Tenho saudades tuas, muitas saudades... e só nos deixámos de ver há poucos dias.
O que me valem são os sonhos, assim posso ver-te, bem linda como sempre... HC

terça-feira, 14 de junho de 2011

O teu olhar...

  A tua voz suave, o teu respirar de confiança, o teu doce olhar que me apazigua a alma… é ele que me faz levantar todos os dias e pensar que a vida é bela.


Existem pessoas mesmo especiais, não existem?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

À deriva naquele meu mar


Nestes mares vagueei à deriva
Deixando-me levar pela corrente, sem nunca remar
E sem destino flutuei na ondulação (por vezes forte),
A tracejar a linha do horizonte e a sonhar.

Esta sublime vida mais que perfeita
Acabou com uma poderosíssima onda
Projectando-me para costa, atraiçoando-me
Fazendo de mim uma concha lascada, estatelando-me redonda
Na areia fria e húmida.

Perdi-me nos meus passos, rastejei...
Não sabendo nada de nada... Tentei orientar-me,
retroceder, prosseguir, virar...
Tentei viver sem a minha essência, tentei guiar-me...
Mas todas as tentativas foram em vão.

Aqui não tenho o mar
.

terça-feira, 8 de março de 2011

Carta


Querido Pai,
E é assim que eu por vezes me sinto, sozinha nesta praia à qual chamam de Mundo.

Podemos um dia vir a separarmo-nos, mas não vão ser as encruzilhadas do destino que nos desenlaçarão os laços até aqui criados, até porque eles são mais fortes que tudo.

Lembro-me de quando me fizeste a primeira festa de aniversário, fazia eu onze anos, convidaste alguns familiares e deixaste-me escolher os amigos que eu queria que estivessem presentes na minha festa. Foi um máximo!

Ao longo do tempo, fizeste-me sorrir em diversas ocasiões, fizeste-me sair de casa e ir contigo ao super-mercado para teres uma opinião feminina e também uma presença...

Também já me fizeste soltar lágrimas, por exemplo quando o teu mau-feitio choca com o meu... mas garanto-te que os sorrisos sempre foram superiores às nossas desavenças...

Tenho muito orgulho em ti e no homem forte que és. Dás-me uma ideia clara do que é a vida e fazes-me ter sempre a porta aberta para o amor... porque o amor nunca se recusa. Fazes-me estar sempre preparada com munições, contra as tristezas e desventuras da vida.

Já te escrevi imensas cartas e nunca te mostrei nenhuma, talvez um dia... numa boa hora.

Amar-te-ei sempre, meu pai.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Já são 100...

Este blog superou as minhas expectativas!
Obrigada por estes números bem redondinhos, meus seguidores!